Os Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira o bloqueio de navios no Estreito de Ormuz. A medida, determinada pelo presidente Donald Trump, ocorre após o fracasso das negociações com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio. Na ocasião, norte-americanos e iranianos, reunidos no Paquistão, não entraram em acordo para encerrar o conflito.
As forças americanas autorizarão a circulação de navios que não saiam do Irã nem se dirijam para este país, destacou o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio. Trump afirmou ao canal Fox News que o Reino Unido "e alguns outros países" enviariam navios para a detecção de minas.
A resposta do Irã não demorou: o Exército da República Islâmica afirmou que o bloqueio seria "ilegal" e um ato de "pirataria". O país advertiu que, se a ameaça for concretizada, nenhum porto do Golfo "estará a salvo" de represálias.
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Críticas de outros países
Alguns países, como Espanha e China, também criticaram a medida. "É algo sem sentido, sem razão (...) mais um episódio de toda essa guinada em que fomos metidos", disse a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles.
A França anunciou que organizará em breve, em conjunto com o Reino Unido, uma conferência com os países "dispostos a contribuir" para uma missão "pacífica destinada a restaurar a liberdade de navegação" no estreito, assim que "a situação permitir".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, pediu o restabelecimento de uma navegação "sem obstáculos" no Estreito de Ormuz e a resolução das disputas "por meios políticos e diplomáticos", evitando "reavivar a guerra".