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EUA volta a negar visto ao líder palestino Abbas para Assembleia da ONU

Norte-americanos afirmam que organização não implementou reformas e persistiu em atividades “que comprometem as perspectivas de paz”

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, discursa durante a Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 25 de setembro de 2025.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, discursa durante a Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 25 de setembro de 2025. Foto : TIMOTHY A. CLARY / AFP / CP

Os Estados Unidos negaram, pelo segundo ano consecutivo, o visto do presidente palestino Mahmoud Abbas para participar da Assembleia Geral da ONU na próxima semana, em Nova York, informou nesta quarta-feira (16) uma fonte familiarizada com o caso.

Em comunicado, o Departamento de Estado justificou a medida contra o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), argumentando que a organização não implementou as reformas assumidas junto aos Estados Unidos e persistiu em atividades “que comprometem as perspectivas de paz”.

Por isso, “os Estados Unidos vão prorrogar as sanções que proíbem a concessão de vistos a membros da OLP e a responsáveis da Autoridade Palestina”, afirmou.

Uma fonte próxima ao caso confirmou à AFP que a sanção também se aplica a Abbas.

No ano passado, o governo do presidente Donald Trump adotou a mesma medida contra o líder palestino, obrigando-o a discursar na ONU por videoconferência.

Washington acusa Abbas de não cumprir “compromissos em favor da paz no Oriente Médio” e atribui a ele “ações” destinadas a internacionalizar o conflito entre israelenses e palestinos, especialmente por meio do Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Segundo a Casa Branca, a Autoridade Palestina “procura contornar as negociações” de paz ao buscar um reconhecimento unilateral e continua pagando “benefícios a terroristas”, além de glorificar “atos de terrorismo e terroristas em declarações públicas e livros didáticos”.

Os Estados Unidos se distanciaram da posição de diversos países que, no ano passado, reconheceram na ONU a existência de um Estado palestino. Ao todo, 142 Estados-membros das Nações Unidas apoiaram esse reconhecimento ao fim da conferência sobre a solução de dois Estados, presidida por França e Arábia Saudita.

Nos últimos meses, multiplicaram-se os episódios de violência cometidos por colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia. Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, e a violência aumentou significativamente desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.