O Exército israelense anunciou neste sábado (18) que estabeleceu uma "linha amarela" de demarcação no sul do Líbano, assim como na Faixa de Gaza, e que efetuou ataques desde sexta-feira contra suspeitos que se aproximavam de suas tropas.
"Durante as últimas 24 horas, as forças (israelenses mobilizadas) ao sul da linha amarela, no sul do Líbano, detectaram terroristas que violavam os acordos de cessar-fogo e se aproximavam das forças a partir do norte da linha amarela de uma forma que constituía uma ameaça imediata", afirma um comunicado militar publicado no segundo dia da trégua com o Líbano, que menciona pela primeira vez a "linha amarela".
Acordo permanente
Na sexta, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que está trabalhando na elaboração de "um acordo permanente" com Israel após o cessar-fogo.
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Para Aoun, a trégua é "uma fase de transição (...) para trabalhar em um acordo permanente que protege os direitos do nosso povo, a unidade do nosso país e a soberania da nossa nação".
Aoun considerou que as negociações diretas entre Líbano e Israel, dois países em estado de guerra desde 1948, não são "um sinal de fraqueza ou uma concessão", e prometeu não "ceder nenhum pedaço do território nacional".