Os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã pela sétima noite consecutiva nesta sexta-feira,17, informaram as Forças Armadas americanas.
O Comando Central dos Estados Unidos afirmou, em uma publicação na rede X, que os ataques começaram às 19h00 GMT (16h00 de Brasília). Segundo a instituição, a ofensiva tem como objetivo "continuar degradando as capacidades militares iranianas".
Em declaração reproduzida pela televisão estatal mais cedo, o major-general Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo iraniano, alertou que o país está pronto para retomar “uma fase de ofensiva total” caso os bombardeios dos Estados Unidos continuem por mais de “dois ou três dias”.
De acordo com a agência de notícias iraniana Irib, Rezai sublinhou a mudança de postura de Teerã diante do cenário de conflito: “O Irã não se limitará mais a respostas de retaliação na mesma moeda... e nenhuma fronteira política estará segura”, afirmou o conselheiro.
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Ameaças e ataques regionais
"Se os americanos atacarem as infraestruturas da República Islâmica, então todas as infraestruturas da região se tornarão alvos legítimos para o Irã", ameaçou um porta-voz do Exército iraniano, citado pela televisão estatal.
As Forças Armadas do Kuwait e do Catar anunciaram ter sofrido ataques aéreos na madrugada de sexta-feira. As sirenes de alerta foram acionadas em duas ocasiões no Bahrein, e uma criança ficou ferida no Catar, País mediador nas negociações indiretas para acabar com a guerra.
Um porta-voz do Exército iraniano, citado pela televisão estatal, afirmou que a República Islâmica atacou instalações militares americanas no Kuwait com drones explosivos.
Ataques na Síria e Omã
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado na Síria um "centro de comando das operações especiais do inimigo" na região de Al Tanf, na fronteira com o Iraque, além de radares americanos em Omã. Os países não confirmaram a informação.