Um forte tremor de magnitude 7,1 sacudiu a Venezuela nesta quarta-feira (24) e causou cenas de pânico em Caracas, segundo o Serviço Sismológico dos Estados Unidos (USGS) e jornalistas da AFP.
O tremor, que teve seu epicentro 21 km a oeste de Morón e ao qual se seguiram várias réplicas, ocorreu às 22h04 GMT (19h04 de Brasília), segundas informações preliminares do USGS no X.
O terremoto foi registrado a 10 km de profundidade e também foi sentido na Colômbia.
Até o momento não há registros de vítimas.
A atividade sísmica na Venezuela é monitorada pela complexidade geológica do país. Pequenos tremores ocorrem diariamente ao longo das principais falhas tectônicas, embora a maioria passe despercebida pela população e não cause danos significativos às estruturas.
Segundo a MetSul Meteorologia, os terremotos venezuelanos fazem parte de um contexto geológico mais amplo que afeta todo o Norte da América do Sul e a região do Caribe. Países vizinhos, como Colômbia, Trinidad e Tobago e até mesmo áreas do norte do Brasil, podem sentir reflexos de abalos mais intensos registrados em território venezuelano.
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Houve cenas de pânico em um centro comercial muito movimentado no bairro de Altamira, na capital venezuelana, constatou um jornalista da AFP. O chão começou a tremer, prateleiras das lojas caíram e as pessoas correram em massa em direção à rua.
"Foi incrível, não sei nem quanto tempo durou. Estava no último andar (do centro comercial). Caíram muitas coisas de uns comércios. Saímos pelas escadas de emergência, nos tiraram por aí", contou à AFP Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos.
"As escadas se desprenderam, toda a parede rachou. Caíram coisas do teto. Foi horrível", disse Odalis Escalona, de 54 anos, funcionária de um banco.
Alguns lugares ficaram sem energia elétrica. Dezenas de pessoas que abandonaram prédios em Caracas aguardaram na rua antes de voltar para seus escritórios e residências.
Sentido até na Colômbia
Carmen Guédez, de 69 anos, estava no quarto de uma irmã acamada quando o tremor começou.
“Foi aumentando a intensidade”, disse à AFP esta administradora que mora em um bairro de classe média nas montanhas de Caracas. “Comecei a ver as janelas se confundiu e depois tudo sacudiu”, acrescentou.
"Minha irmã, uma vizinha e eu ficamos rezando, abraçadinhas ali. Não podíamos sair. Os vizinhos ainda estão na rua", emendou.
Os terremotos são frequentes na Venezuela. Os sismos mais fortes registrados recentemente foram os de Cariaco (nordeste), em 1997, e o de Caracas, em 1967.
O sismo desta quarta-feira também foi sentido em Bogotá, capital da Colômbia, onde as luminárias balançaram, os alarmes dispararam e alguns moradores deixaram os prédios por precaução, segundo jornalistas da AFP.
Num primeiro momento, a entidade de gestão de riscos da Colômbia (UNGRD) informou que não havia registros de emergência e baixou um alerta de tsunami.