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Holanda anuncia proibição de importações de produtos de colonos israelenses

Medida se junta à Irlanda, Bélgica e Espanha e visa cumprir obrigações legais internacionais relacionadas aos territórios palestinos ocupados

O governo holandês anunciou, nesta terça-feira (21), que a partir de 22 de setembro proibirá as importações procedentes dos Territórios Palestinos ocupados por colonos israelenses.

A Holanda se juntará à Irlanda, à Bélgica e à Espanha entre os países da União Europeia que impuseram restrições ao comércio com os territórios ocupados por colonos israelenses.

São cada vez maiores os apelos para que a UE imponha restrições ao nível de bloco diante da ação militar de Israel em Gaza e do aumento da violência nos territórios ocupados, mas alguns dos 27 membros se mostram relutantes.

A ocupação israelense dos Territórios Palestinos é considerada ilegal pelo direito internacional.

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"Com as medidas propostas, os Países Baixos reforçam seu compromisso de cumprir com sua obrigação legal internacional de não contribuir para esta situação ilegal", declarou o Ministério das Relações Exteriores.

A proibição se aplicará "à importação, compra e venda de bens provenientes de assentamentos israelenses ilegais localizados nos Territórios Palestinos", indicou o ministério.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967 e, atualmente, mais de 500 mil colonos vivem nestes territórios junto a cerca de três milhões de palestinos. A violência na Cisjordânia aumentou desde a eclosão da guerra de Gaza após os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

A ONG Global Echo, que realiza ações judiciais em nome dos palestinos contra a ocupação, destacou, em um relatório publicado em junho, que os Países Baixos representavam um terço das exportações agrícolas dos assentamentos israelenses e quase a metade do total enviado à União Europeia.