Em uma escalada de tensão no Oriente Médio, o comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta segunda-feira (2), o fechamento total do Estreito de Ormuz. Segundo a mídia estatal iraniana, o regime declarou que qualquer navio que tentar transitar pela via será incendiado.
A decisão é uma resposta direta ao assassinato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrido durante um ataque atribuído a Israel. O fechamento da rota coloca o mercado global em alerta máximo, com o potencial de interromper o fluxo de energia e causar uma disparada imediata nos preços do petróleo bruto.
O Comando Central das forças armadas dos EUA (CENTCOM) garante que o Estreito de Ormuz não está fechado e que segue realizando esforços para manter a travessia viável. Apesar da declaração, o número de navios buscando a travessia reduziu exponencialmente desde o ataque em solo iraniano.
Por que o Estreito de Ormuz é vital?
A importância estratégica da região reside na sua geografia e volume de carga:
Localização: O estreito atravessa águas territoriais do Irã e de Omã, conectando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A porção norte é controlada pelo Irã.
Fluxo Global: Por ali passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, segundo dados do governo dos EUA.
Principais Exportadores: A rota é o principal canal de saída para o petróleo e derivados vindos do Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
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Extensão de guerra
Trump afirmou que o ataque contra o Irã está cumprindo seus objetivos antes do previsto, mas também advertiu que a guerra poderia se estender "muito além" do que estimou inicialmente, em torno de um mês.
"Já estamos muito à frente de nossas projeções de tempo", disse Trump na Casa Branca, e acrescentou: "Desde o princípio projetamos quatro ou cinco semanas, mas temos capacidade para ir muito além. Faremos isso".
Poderio militar inigualável e ajuda interna
Trump celebrou o desempenho das tropas americanas, classificando a operação como "muito poderosa" e reforçando a confiança no uso da força bruta para neutralizar o regime de Teerã.
*Com informações da AFP