Mundo

Irã diz ter atacado bases americanas no Kuwait e promete mais bombardeios

País ainda está sendo atacado por Israel

Bases norte-americanos têm sido alvos do Irã
Bases norte-americanos têm sido alvos do Irã Foto : UGC / AFP

O Exército do Irã anunciou nesta sexta-feira (6) que atacou bases dos Estados Unidos no Kuwait e afirmou que aumentará a pressão com mais bombardeios.

"Nas últimas horas, vários tipos de drones destrutivos das forças terrestres do Exército miraram um bom número de bases do Exército americano no Kuwait", afirmou o Exército, segundo a televisão estatal iraniana."Os ataques continuarão nas próximas horas", acrescentou.

Após a ofensiva iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado, que matou o líder supremo Ali Khamenei, Teerã respondeu atacando os países do Golfo, com ações contra as bases militares e os interesses de Washington na região.

Enquanto tenta responder aos ataques feitos pelos Estados Unidos, o Irã ainda terá de enfrentar uma nova fase do conflito, declarada nesta sexta-feira por Israel.

O governo iraniano afirmou ainda que aguarda tropas terrestres inimigas em seu território, mas o presidente Donald Trump colocou que a ideia não é colocar soldados na região. No entender do chefe de Estado norte-americano, o uso de batalhões seria uma “perda de tempo”.

Veja Também

Espionagem e prisão

Quatro homens, suspeitos de vigiar pessoas e locais ligados à comunidade judaica de Londres para o Irã, foram presos nesta sexta-feira, informou a polícia.

Os detidos são de origem iraniana, e três deles possuem passaportes britânicos.

Segundo a polícia, um homem de 40 anos e outro de 55 foram presos no bairro de Barnet. Um terceiro, de 52 anos, foi detido em Watford, e outro, de 22 anos, em Harrow.

A polícia suspeita que eles "auxiliaram um serviço de inteligência estrangeiro", que segundo o comunicado, seria o Irã.

O comunicado não divulgou detalhes sobre os indivíduos ou locais "ligados à comunidade judaica" que supostamente estavam sendo vigiados pelos homens presos.

Em outubro de 2025, o diretor do serviço de inteligência MI5, Ken McCallum, afirmou que as agências de segurança britânicas frustraram "mais de 20 planos potencialmente mortais apoiados pelo Irã" nos 12 meses anteriores.