O Irã oficializou, nesta segunda-feira (9), a nomeação de Mojtaba Khamenei como o novo Líder Supremo em substituição ao seu pai, Ali Khamenei, morto no início do conflito. A sucessão foi imediatamente acompanhada por salvas de mísseis contra o centro de Israel, onde os serviços de emergência confirmaram a morte de um homem.
A ofensiva iraniana elevou para 11 o número de mortos em território israelense desde o início das hostilidades, enquanto o canal estatal Irib exibia projéteis com mensagens de lealdade ao novo guia religioso.
A escalada iraniana transbordou para os países vizinhos aliados dos Estados Unidos. No Bahrein, ataques noturnos com drones e bombardeios contra a instalação petrolífera de Al Ma'ameer deixaram 32 civis feridos, incluindo crianças em estado grave. A Arábia Saudita condenou duramente as ações, classificando-as como injustificáveis.
Em resposta aos ataques israelenses contra sua infraestrutura energética, o comando militar do Irã ameaçou paralisar a produção regional de petróleo, advertindo que o preço do barril pode ultrapassar os 200 dólares caso os bombardeios não cessem.
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Apoio da Rússia e da China
No cenário diplomático, o novo líder recebeu o "apoio inabalável" de Vladimir Putin. O presidente russo reafirmou a parceria estratégica com Teerã e prestou solidariedade em meio à guerra. Já a China classificou a nomeação de Mojtaba como um assunto interno constitucional, manifestando oposição a qualquer tentativa de assassinato contra o novo guia supremo por parte de Israel.
Teerã também direcionou críticas severas à Europa, acusando países do continente de encorajar a ofensiva americano-israelense ao concordarem com sanções no Conselho de Segurança da ONU.
A Guarda Revolucionária afirmou que o Irã possui capacidade logística para sustentar pelo menos seis meses de guerra intensa no ritmo atual. A estratégia de Mojtaba Khamenei parece focar na resistência prolongada e no uso do petróleo como arma de pressão internacional.
Enquanto Teerã enfrenta apagões constantes devido à destruição de depósitos e centros logísticos, o novo governo sinaliza que não recuará, intensificando o monitoramento e o controle sobre rotas comerciais críticas na região do Golfo.