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Irã nega envolvimento em plano para atacar base militar inglesa usada pelos EUA

Suspeitos britânicos são detidos perto de Fairford

Autoridades investigam ataque em base militar
Autoridades investigam ataque em base militar Foto : Ben Stansall / AFP / CP

O Irã negou "categoricamente", nesta segunda-feira (28), qualquer envolvimento em um plano para atacar uma base militar na Inglaterra utilizada pelos Estados Unidos. A negação ocorreu depois que vários meios de comunicação britânicos informaram que a polícia está investigando uma possível participação do país.

Cinco homens, todos britânicos, foram detidos na manhã de domingo perto da base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra. Eles são suspeitos de estarem envolvidos na "preparação de um ato terrorista".

A embaixada iraniana em Londres indicou no X que rejeita "categoricamente as recentes especulações infundadas e mal-intencionadas publicadas por alguns indivíduos e meios de comunicação britânicos". Tais especulações tentam estabelecer um vínculo entre o Irã e a detenção dos cinco suspeitos.

Membros da polícia antiterrorista que conduzem a investigação "tentam determinar se os suspeitos têm vínculos com o Irã", escreveu nesta segunda-feira o jornal britânico The Times. O jornal The Telegraph, por sua vez, afirma que a polícia "suspeita" que o Irã é o mais provável responsável por este plano de ataque à base da Royal Air Force (RAF).

Esta base da RAF é utilizada pelo Exército americano em sua guerra contra o Irã. De acordo com a polícia antiterrorista, os suspeitos são cidadãos britânicos, com idades entre 23 e 25 anos, e residentes em Londres.

Questionado sobre os supostos envolvidos, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou "saber tudo sobre eles". "Estávamos investigando eles. Queriam causar grandes danos à nossa base", declarou o mandatário no domingo.

Em março, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a utilizarem a base de Fairford para "operações defensivas específicas dirigidas contra o Irã", com o objetivo de destruir mísseis de Teerã.

Em julho, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou atacar Fairford, advertindo que qualquer base utilizada para lançar ataques contra o seu país constituiria um "objetivo legítimo", segundo o Telegraph.

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A polícia foi alertada sobre os detidos por uma agricultora que vive perto da base. A mulher contou à BBC nesta segunda-feira que tinha visto "um grupo de homens mascarados" quando voltava para casa.

"Percebi que estava acontecendo algo muito incomum", explicou. "Ciente de que havia uma ameaça à segurança da base", a mulher, que não quis se identificar, chamou a polícia.

Uma foto dos cinco suspeitos, sentados no chão, sem camisa e algemados durante a prisão, ocupou muitas das capas dos jornais britânicos nesta segunda-feira.

Repercussão e contexto da base de Fairford

Questionado sobre a possibilidade de que algum país fosse responsável pelo projeto de ataque, o ministro britânico da Defesa, Wes Streeting, declarou nesta segunda que não quer "especular nesta fase da investigação".

Fairford é a base britânica da 501ª Ala de Apoio de Combate, uma unidade administrativa da Força Aérea americana. Ela já havia sido utilizada para operações durante a Guerra do Golfo, no início da década de 1990, e durante a guerra do Iraque, em 2003.

Este incidente ocorre em um contexto de crescente preocupação com as ações de outros países em território britânico. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, acusou o Irã e a Rússia de utilizarem terceiros para realizar atividades criminosas no Reino Unido.