Israel anunciou a abertura de uma "nova rota de passagem temporária" para que palestinos possam deixar a Cidade de Gaza, um dia após o início de uma grande ofensiva terrestre. O Exército israelense, que iniciou bombardeios em larga escala, busca "eliminar" o movimento islamista Hamas.
O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, explicou que o corredor na estrada Salah al Din, que atravessa a Faixa de Gaza, ficará aberto por apenas 48 horas a partir do meio-dia (horário de Brasília) de quinta-feira (18). A ação visa facilitar a saída de civis da cidade, onde as forças israelenses afirmam que há entre 2 mil e 3 mil "terroristas do Hamas" refugiados. O Papa Leão XIV manifestou solidariedade com a população de Gaza e fez um apelo por um "cessar-fogo".
Acusações de genocídio
A ofensiva israelense acontece em meio a acusações de "genocídio". Uma comissão internacional independente de investigação da ONU acusou Israel de cometer o crime com o objetivo de "destruir" o povo palestino. Israel, por sua vez, rejeitou "categoricamente o relatório tendencioso e mentiroso" e pediu a dissolução imediata da comissão.
O Exército israelense afirma que mais de 350 mil pessoas já fugiram para o sul do território. No entanto, muitos moradores de Gaza entrevistados pela AFP relatam que não há um lugar seguro no território e preferem permanecer em suas casas.