O Kremlin afirmou nesta quinta-feira que a reunião presencial entre Vladimir Putin e Donald Trump precisa ser organizada "rapidamente", depois que os dois presidentes conversaram por telefone na quarta-feira, quando concordaram em começar a negociar o fim do conflito na Ucrânia.
"Os chefes de Estado têm muito o que conversar", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à imprensa.
Trump concordou nesta quarta com Vladimir Putin em iniciar negociações "imediatas" para pôr fim a quase três anos de guerra na Ucrânia e em se reunir pessoalmente com o contraparte russo.
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"Ele virá aqui, eu irei para lá e provavelmente nos encontraremos na Arábia Saudita na primeira vez", declarou a jornalistas na Casa Branca, sem especificar uma data.
Trump também previu um cessar-fogo "em um futuro não muito distante" na Ucrânia e considerou que a entrada do país na Otan, solicitada por Kiev, mas rejeitada por Moscou, não seria "funcional".
Na opinião do republicano, a Ucrânia precisa de novas eleições "em algum momento". O pleito deveria ter ocorrido em março de 2024, mas a lei marcial, em vigor desde fevereiro de 2022, impede a realização de eleições.
A Rússia e os Estados Unidos começarão "imediatamente" a negociar, afirmou o presidente americano em sua rede Truth Social, onde garantiu ter tido uma "conversa prolongada e muito produtiva" com Putin.
Trump informou sobre a reunião ao presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
"A conversa transcorreu muito bem. Ele, assim como o presidente Putin, quer alcançar a PAZ", disse Trump no Truth Social, acrescentando que Zelensky se reunirá com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em Munique, na sexta-feira.
"Conversamos longamente sobre as possibilidades de alcançar a paz", afirmou Zelensky na rede social X.
Trump, que até agora havia se mantido em silêncio sobre suas intenções em relação à Ucrânia, comprometeu-se a pôr fim rapidamente à "carnificina" da guerra, inclusive pressionando Kiev, que recebeu bilhões de dólares em ajuda militar de Washington durante o governo de seu antecessor democrata Joe Biden.