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Líbano recusa ligação de Netanyahu e frustra Trump

Joseph Aoun comunicou a decisão ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, citando o cessar-fogo como ponto de partida

Aoun (à direita) rejeitou pedido dos Estados Unidos para realizar uma chamada telefônica direta com Netanyahu
Aoun (à direita) rejeitou pedido dos Estados Unidos para realizar uma chamada telefônica direta com Netanyahu Foto : LEBANESE PRESIDENCY / AFP

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, rejeitou nesta quinta-feira (16) um pedido dos Estados Unidos para realizar uma chamada telefônica direta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A negativa frustra o anúncio feito por Donald Trump, que havia previsto o diálogo entre os líderes como um passo imediato após a reunião de embaixadores em Washington.

Segundo fontes oficiais, Aoun comunicou a decisão ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, enfatizando que um cessar-fogo é o "ponto de partida natural" e inegociável para qualquer conversa.

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Impasse diplomático e pressão do Hezbollah

A postura de Aoun reflete a delicada balança de poder em Beirute. Internamente, o Hezbollah classificou a possibilidade de negociações diretas como um "grave erro" e uma "desgraça".

O deputado Hussein Hajj Hassan exortou o governo a interromper o que chamou de "série de concessões inúteis" ao inimigo. Embora o governo dos EUA tenha declarado que "entendeu a postura" libanesa, a ministra israelense de Assuntos Estratégicos havia confirmado que Netanyahu estava pronto para a ligação, evidenciando o desencontro de expectativas entre as três nações.

O fator Trump e a mediação americana

A tentativa de Trump de acelerar um acordo de paz entre países formalmente em guerra demonstra o estilo agressivo de sua diplomacia, mas esbarra em protocolos históricos. Para o Líbano, aceitar uma conversa direta sem o fim das hostilidades em solo seria visto como uma capitulação, especialmente sob a mira do Hezbollah.

Aoun mantém o discurso de que a soberania libanesa depende da interrupção dos ataques de Israel antes que se possa discutir uma agenda de paz ou delimitação de fronteiras.