O Reino Unido anunciou que acolherá a partir desta quarta-feira (22, data local) militares de cerca de 30 países para debater durante dois dias a formação de uma missão liderada em conjunto com a França para proteger a navegação no Estreito de Ormuz. Essa via, por onde transitava um quinto das exportações mundiais de hidrocarbonetos, foi bloqueada efetivamente pelo Irã após ser alvo de ataques de Estados Unidos e Israel, iniciados em 28 de fevereiro e que deram início à guerra no Oriente Médio. Agora, os próprios EUA realizam seu bloqueio a navegações iranianas, principalmente com destino a Rússia e China.
Esta conferência permitirá 'progredir no planejamento detalhado' da reabertura do estreito assim que as condições permitirem, após os 'avanços' obtidos nas conversas em Paris na semana passada, detalhou o Ministério da Defesa britânico.'O objetivo de hoje e amanhã é traduzir o consenso diplomático em um plano comum para garantir a liberdade de navegação no estreito e apoiar um cessar-fogo duradouro', declarou o ministro da Defesa britânico, John Healey, citado em comunicado.Healey mostrou-se confiante de que 'é possível obter avanços concretos'.
Estas conversas chegam após as negociações sobre este estreito estratégico, que reuniram, na sexta-feira, em Paris, mais de 40 países, sob a direção do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e do presidente francês, Emmanuel Macron.
Starmer indicou que França e Reino Unido vão liderar a missão multinacional para garantir a liberdade de navegação em Ormuz 'assim que as condições permitirem'. Londres e Paris insistiram em que esta força seria exclusivamente defensiva e apenas seria destacada quando uma paz duradoura estiver estabelecida na região. Estados Unidos e Irã não participaram dessas conversas.Antes da reunião de Paris, Downing Street tinha anunciado a realização de uma cúpula de planejamento militar esta semana, sem dar mais detalhes.