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Mais de 14 milhões de iranianos estão prontos para morrer pelo país, diz presidente

Masoud Pezeshkian fez convocação por unidade do povo do Irã

Mais de 14 milhões de iranianos estão prontos para morrer pelo país, diz presidente
Mais de 14 milhões de iranianos estão prontos para morrer pelo país, diz presidente Foto : AFP

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que mais de 14 milhões de iranianos estariam prontos para morrer pela república islâmica. A manifestação do dirigente foi publicada na plataforma X e fomenta a intensificação do conflito contra Estados Unidos e Israel.

Segundo a rede de notícias norte-americana CNN, o chamado do presidente iraniano é conhecido como “Janfada”, que significa sacrificar a vida pelo Irã. A “convocação” começou logo do início do conflito, ainda em fevereiro. É um movimento por unidade do país em meio à guerra.

Após a manifestação de Pezeshkian, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou à rede Truth Social para fazer uma ameaça contundente ao Irã. “Uma civilização inteira morrerá esta noite e nunca mais se levantará”, escreveu.

Trump ainda colocou que não gostaria de atacar os iranianos. “Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente irá acontecer. No entanto, agora que temos uma mudança total de regime, em que diferentes, mais espertas e menos radicalizadas mentes prevalecem, talvez algo maravilhosamente revolucionário ocorra”, escreveu.

Onda de ataques

O Irã alega ter sofrido uma onda de ataques a suas infraestruturas nas últimas horas, incluindo duas pontes, uma rodovia e linhas férreas, poucas horas antes do ultimato do presidente americano, Donald Trump, expirar.

O presidente republicano ameaça destruir infraestruturas essenciais iranianas caso Teerã não chegue a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.

Israel já está atacando a infraestrutura iraniana. Em um comunicado, suas forças armadas informaram o lançamento de "uma onda de ataques em grande escala contra dezenas de instalações de infraestrutura pertencentes ao regime terrorista iraniano em várias partes do Irã".

Não foram fornecidos detalhes sobre quais instalações ou sua localização.

A imprensa iraniana relatou vários ataques. Segundo a agência IRNA, citando Akbar Salehi, vice-governador da província de Isfahan (centro do Irã), "o agressor inimigo sionista atacou a ponte ferroviária Yahya Abad, na cidade de Kashan", ao sul de Teerã. "Nesse ataque, duas pessoas foram mortas e três ficaram feridas", informou.

Uma ponte perto da cidade de Qom, também ao sul de Teerã, foi atingida anteriormente, de acordo com autoridades regionais citadas pela mídia estatal.

Autoridades iranianas afirmam ter fechado uma importante rodovia que liga a principal cidade do norte, Tabriz, à capital, após um ataque.

Um canal do Telegram pertencente à Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, afirma que o ataque atingiu um viaduto.

Ponto central do acordo

Vigiado desde o início da guerra, o Estreito de Ormuz está fechado para embarcações que têm relação com Estados Unidos e Israel, o que acaba afetando economias de diversos países, incluindo o Brasil.

Para Trump, o Estreito precisa ser aberto o quanto antes, mas os iranianos mantêm o monitoramento da passagem e atacam navios considerados inimigos.

Exigências foram enviadas ao Irã, que recusou todas elas. Para o governo iraniano, uma negociação só seria possível se houvesse uma compensação dos estragos provocados por americanos e israelenses e se o país não voltasse a ser atacado indefinidamente.