Manifestantes formaram na sexta-feira (18) uma corrente humana ao redor do Kennedy Center, o centro de artes de Washington que o presidente Donald Trump ameaçou demolir, a menos que mude o nome em sua homenagem. O mandatário americano assumiu o controle no ano passado do complexo, inaugurado em 1971 em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy, e promove uma reforma em larga escala, alegando que seus antecessores permitiram a deterioração do local.
Assim como em outros projetos na capital, Trump demonstra um interesse sem precedentes em imprimir sua marca pessoal, ao mesmo tempo em que testa os limites legais da autoridade executiva. O conselho diretor do Kennedy Center, escolhido por Trump, votou no ano passado a favor da mudança oficial do nome da instituição para "Trump-Kennedy Center".
A medida, que mais tarde foi revogada por um juiz, provocou uma queda significativa na venda de ingressos, boicotes de artistas e um êxodo de doadores, segundo o jornal "The Washington Post". O edifício principal do complexo permanece fechado desde quarta-feira – de maneira temporária, segundo seus diretores – enquanto um juiz também analisa os planos de uma pausa prolongada para as reformas desejadas por Trump.
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Na sexta-feira, uma multidão exibiu faixas com o lema "Tirem as mãos do Kennedy Center" e entoou palavras de ordem sob os andaimes e lonas que permanecem no local desde que trabalhadores retiraram o nome de Trump do edifício em junho, após a ordem judicial.
A corrente humana se formou durante a noite diante do imponente edifício de mármore branco, com multidões que se espalhavam pela esplanada com vista para o rio Potomac.