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México diz que Colômbia veta envio de socorristas por certificação

Oposição critica presidente por recusa de socorristas provenientes de governos de esquerda; governo nega afirmações

Equipes de resgate ainda buscam por sobreviventes
Equipes de resgate ainda buscam por sobreviventes Foto : JOAQUIN SARMIENTO/AFP

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta quinta-feira (13) que a Colômbia não aprovou o envio de socorristas militares mexicanos para auxiliar nas áreas afetadas pelo terremoto por falta de certificação.

Enquanto isso, na Colômbia, esgota-se o prazo para encontrar sobreviventes após o terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o País na segunda-feira e que já registra mais de 200 mortos.

O presidente de extrema-direita Abelardo de la Espriella enfrenta críticas da oposição pela recusa de socorristas provenientes de governos de esquerda. Sua administração nega as afirmações, embora até agora tenha aceito apenas brigadas enviadas por Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel.

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Reação do México

"A brigada da Secretaria de Defesa Nacional, de socorristas, não foi aprovada pelo governo da Colômbia", explicou Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária. "Pediram certificação por parte da Colômbia. Estão certificados, mas agora pedem outra certificação."

"Está pronta para sair a qualquer momento", acrescentou. O México tem vasta experiência na gestão deste tipo de tragédia. Por exemplo, enviou brigadas de socorro para a Venezuela, devastada pelo duplo terremoto de 24 de junho, que deixou mais de 6.000 mortos.

Socorristas "Topos" em ação

"Os socorristas do México são excelentes (...) Trabalharam em muitos lugares do mundo", afirmou Sheinbaum, que descartou haver "um conflito" pela negativa. Um grupo de socorristas voluntários chegou por conta própria à Colômbia na quarta-feira, proveniente da Venezuela. Estes famosos socorristas civis, conhecidos como "Topos", teriam denunciado as restrições à ajuda internacional.

O México enviou, ainda, 19,5 toneladas de alimentos, água e medicamentos. A ajuda humanitária chegará esta semana a 58 toneladas, segundo o governo.