O presidente argentino, Javier Milei, nomeou neste domingo (28) Diego Santilli, até então ministro do Interior, como novo chefe de Gabinete, em substituição a Manuel Adorni, que renunciou no sábado em meio a uma investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito.
"Aqui, ao lado do novo chefe de Gabinete de Ministros, Diego Santilli, e da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, definindo os fundamentos para uma transição organizada do cargo. A cerimônia de posse será na terça-feira, às 16h", anunciou Milei em sua conta no X, junto com uma foto ao lado de Santilli e de sua irmã, Karina.
Santilli, de 59 anos e com uma longa trajetória política, iniciou sua carreira no peronismo antes de se filiar ao partido de direita PRO. Pela legenda, ocupou cargos como vice-chefe de Governo (2015-2021) e ministro da Segurança da Cidade de Buenos Aires (2018-2021). Também foi senador e deputado nacional entre 2002 e o ano passado.
Desde novembro de 2025, ele estava à frente do Ministério do Interior, onde liderou as negociações com governadores e bancadas legislativas aliadas. Santilli é o quarto chefe de Gabinete de Milei desde que o presidente chegou ao poder, em dezembro de 2023.
"Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo siga fazendo história. Acredito em projetos coletivos, não em projetos individuais", escreveu Santilli no X após o anúncio.
"Vou dar tudo de mim para que este governo continue avançando nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas", acrescentou.
Ao contrário de Adorni, de estilo confrontador, pouco negociador e com pouca experiência política, Santilli pode trazer um perfil mais voltado ao consenso dentro do governo. A expectativa é que sua experiência política facilite a articulação com governadores e parlamentares.
Adorni, de 46 anos, renunciou no sábado após admitir, há duas semanas, que omitiu 500 mil dólares em suas declarações de bens. O ex-funcionário, alvo de pressões políticas e de investigações judiciais por suposto enriquecimento ilícito, está envolvido há mais de três meses em um escândalo relacionado à compra de imóveis e a viagens de alto custo.