O novo primeiro-ministro trabalhista do Reino Unido, Andy Burnham, reúne seu gabinete pela primeira vez nesta terça-feira (21) após anunciar a eliminação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nas contas de eletricidade das famílias a partir de outubro. A medida busca aliviar o custo de vida e reverter a insatisfação do eleitorado com a gestão do ex-chanceler Keir Starmer, marcada por cortes polêmicos no auxílio de energia para aposentados.
"Estamos tomando uma ação imediata para cortar os impostos sobre a eletricidade, colocar mais dinheiro no bolso das pessoas e restaurar a esperança", declarou Burnham, de 56 anos, posicionado ideologicamente mais à esquerda que seu antecessor.
Reformulação ampla do gabinete
Apontada pela imprensa britânica como uma "limpa" nos quadros fiéis a Starmer, a formação do novo governo trouxe como principal surpresa a nomeação de John Healey para o Ministério das Finanças, em substituição a Rachel Reeves. Healey havia deixado a pasta da Defesa durante o governo anterior por divergências orçamentárias e agora assume o desafio de gerir finanças públicas pressionadas por alto endividamento e baixo crescimento.
Outras mudanças estratégicas marcaram o redesenho do governo:
- Relações Exteriores: Ed Miliband, ex-líder trabalhista (2010-2015) e ex-ministro da Energia.
- Defesa: Wes Streeting, ex-titular da Saúde, encarregado de implementar o plano decenal de modernização das Forças Armadas.
- Habitação: Angela Rayner, expoente da ala esquerda que ocupou a pasta entre julho de 2024 e setembro de 2025.
- Interior: Shabana Mahmood foi mantida no cargo, mantendo a linha de firmeza em políticas migratórias.
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Plano de dez anos e alinhamento internacional
Em seu discurso de posse, Burnham prometeu um "plano de dez anos" para restabelecer a estabilidade do país, focado na reindustrialização, construção de moradias sociais, reforma educacional e combate à vulnerabilidade social.
No cenário internacional, o primeiro-ministro manteve o alinhamento com os compromissos de Starmer ao reafirmar "100%" de apoio ao presidente ucraniano Volodimir Zelensky contra a Rússia. Burnham também conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou apoio público em suas redes sociais e desejou sucesso à nova gestão britânica.