A chefe do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos disse, nesta segunda-feira (30), que pode chegar a 600 o número de mortos na passagem do furacão Helene, que causou inundações destrutivas no sudeste dos Estados Unidos.
"Parece que poderia haver algo como 600 vidas perdidas", disse à imprensa Liz Sherwood-Randall. "Nós sabemos que há 600 [pessoas] que estão ou perdidas ou desaparecidas", acrescentou.
Afogados em suas casas
Pelo menos 108 pessoas morreram: 39 na Carolina do Norte, 25 na Carolina do Sul, 25 na Geórgia, 14 na Flórida, quatro no Tennessee e uma na Virgínia, segundo os relatos das autoridades locais coletados pela AFP. Espera-se que o número total aumente ainda mais.
Mais cedo, o presidente Biden já tinha dito que, com o serviço de telefonia celular interrompido em grande parte da região, o número de desaparecidos poderia chegar a 600 pessoas, manifestando a esperança de que tenham sobrevivido à catástrofe.
"Se Deus quiser, estão vivas, mas não há como contatá-las", observou.
O gabinete do xerife do condado de Pinellas, na Flórida, publicou uma lista das mortes registradas até agora, quase todas ocorridas em suas próprias casas. A maioria dos mortos parecia ter se afogado, disse, e outros estavam soterrados sob os escombros.
O governador da Geórgia, Brian Kemp, descreveu a tempestade como um "tornado de 400 quilômetros de extensão".
Seu homólogo da Carolina do Norte, Roy Cooper, disse nesta segunda-feira que centenas de estradas haviam sido destruídas e muitas comunidades foram "apagadas do mapa".
"Esta é uma tempestade sem precedentes", afirmou a jornalistas. "Estamos trabalhando para aumentar os suprimentos. O custo emocional e físico aqui é indescritível".
Depois de se formar no Golfo do México, Helene se deslocou sobre águas particularmente quentes. "É provável que essas águas muito quentes tenham desempenhado um papel na rápida intensificação de Helene", disse à AFP a climatologista Andra Garner.
Os cientistas argumentam que as alterações climáticas provavelmente desempenham um papel na rápida intensificação dos furacões, pois estes se alimentam da maior energia que há nos oceanos mais quentes.