O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo (12) diante de seu rival conservador, Péter Magyar, que prometeu "uma mudança do sistema".
"Os resultados da eleição, embora ainda não sejam definitivos, são claros e compreensíveis; para nós, são dolorosos, mas inequívocos", disse Orbán, que dirige o país da Europa Central há 16 anos. "Não nos foi confiada a responsabilidade e a oportunidade de governar. Parabenizo o partido vencedor", afirmou.
O perfil e o governo de Orbán
Os húngaros votaram neste domingo em eleições marcadas por uma participação recorde. Orbán, de 62 anos, tornou-se uma referência da extrema direita internacional, tanto dentro quanto fora da Europa. Ele é conhecido por suas posições contrárias à imigração e sua oposição aos direitos LGBTQ, além do apoio contínuo dos países ocidentais à Ucrânia em sua guerra contra a Rússia.
Orbán transformou este país de 9,5 milhões de habitantes em um modelo de democracia antiliberal. Entre os líderes da União Europeia, ele é uma exceção por sua proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin, e tem criticado as sanções do bloco contra a Rússia desde que esta invadiu a Ucrânia em 2022.
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Relações internacionais e críticas
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, visitou Budapeste esta semana para apoiar Orbán e criticar a interferência dos "burocratas de Bruxelas". O próprio Trump intensificou suas mensagens na sexta-feira, prometendo colocar a "potência econômica" dos Estados Unidos a serviço de Orbán, que encarna a luta contra a imigração e a defesa da "civilização ocidental".
Embora a União Europeia tenha evitado se manifestar abertamente, "a maioria dos Estados-membros ficará bastante feliz em se livrar" do líder nacionalista, afirma um diplomata europeu. Orbán entra frequentemente em choque com os outros 26 Estados-membros. Bruxelas o acusa de minar o Estado de direito e congelou bilhões de euros em fundos.
As promessas de campanha
Durante a campanha, Orbán prometeu prosseguir sua repressão contra "falsas organizações da sociedade civil, jornalistas vendidos, juízes e políticos". Orbán também se apresenta como um baluarte contra a Ucrânia, a quem acusa de querer arrastar os húngaros para a guerra.
Em um tom muito diferente, Magyar, que percorre a Hungria sem descanso desde fevereiro, comprometeu-se a melhorar os serviços públicos, especialmente na saúde e na educação.