A autoridade climática do Peru ativou, neste sábado (14), o estado de alerta na região costeira após confirmar que o fenômeno El Niño Costeiro afetará o país entre março e novembro de 2026. A Comissão Multissetorial do Estudo Nacional do Fenômeno El Niño (Enfen) prevê que o aquecimento anômalo das águas do Pacífico causará chuvas intensas e inundações, inicialmente com magnitude fraca, mas podendo atingir níveis moderados a partir de julho, durante o inverno austral.
Impactos previstos e riscos ambientais
O fenômeno, que atingiu o país pela última vez em 2023, provoca o superaquecimento da faixa marinha, resultando em temperaturas do ar acima do normal na costa norte — frequentemente superando os 30°C. Além das chuvas de moderada a forte intensidade, o governo alerta para o risco iminente de deslizamentos de terra, transbordamento de rios e secas severas em determinadas regiões. A declaração de alerta visa antecipar a resposta a perigos e reforçar a infraestrutura de vigilância para reduzir danos humanos e materiais.
Diferença entre El Niño Global e Costeiro
O El Niño Costeiro é uma variante regional do fenômeno meteorológico global, ocorrendo em intervalos de dois a sete anos. Enquanto a versão global altera o clima em escala planetária, a costeira concentra o aquecimento nas águas próximas ao litoral peruano e equatoriano, intensificando eventos extremos na América do Sul. A autoridade climática recomenda que o governo adote medidas imediatas de preparação e redução de riscos diante da proximidade do período crítico.