Um navio petroleiro foi atingido nesta segunda-feira (6) por um projétil não identificado em frente à costa de Omã, na região do Estreito de Ormuz, afirmou a agência marítima britânica UKMTO. “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado, acrescentando que o incidente não deixou feridos nem danos ao meio ambiente.
Os sindicatos e os empregadores do setor marítimo continuam a considerar o Estreito de Ormuz como zona de guerra, classificação que mantém o pagamento de salário em dobro para os marinheiros que aceitarem navegar por essa área, segundo um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira (1º).
Os marinheiros incluídos no acordo coletivo e que trabalhem em navios que operem nessas zonas têm o direito de se recusar a navegar por elas e de solicitar sua repatriação às custas do armador. "Esta decisão reconhece o risco persistente e significativo para a vida humana, bem como a rápida evolução da situação na região", afirma o comunicado da Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte (ITF, na sigla em inglês) e do Joint Negotiating Group (JNG), que representa os empregadores da indústria do transporte marítimo.
A decisão se mantém apesar de uma frágil trégua entre Estados Unidos e Irã, durante a qual, no entanto, dois navios foram atacados. Esse status, vigente pelo menos até 9 de julho, aplica-se apenas aos navios pertencentes a empresas signatárias dos acordos coletivos do International Bargaining Forum (IBF), que representam cerca de 15.000 embarcações em todo o mundo, segundo o IBF.