O Líbano carece de meios para reconstruir as regiões do sul do país destruídas em guerras com Israel, declarou nesta sexta-feira o primeiro-ministro, Nawaf Salam, durante uma visita à castigada cidade de Nabatieh. "Compreendo o sofrimento daqueles que perderam suas casas, empregos e fontes de renda, assim como o daqueles que aguardam reconstruir e voltar para seus lares", afirmou.
"Mas a magnitude das necessidades supera os recursos do Estado libanês e sua capacidade de assumir sozinho esses encargos", acrescentou Nawaf, que pediu "um financiamento significativo". O país foi sacudido por duas guerras desde 2023 entre Israel e o influente movimento pró-iraniano Hezbollah, a quem o Estado libanês exige que deponha as armas.
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Depois de uma primeira batalha entre outubro de 2023 e novembro de 2024, em apoio ao movimento palestino Hamas, o Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional em março, em apoio ao Irã. As duas guerras deixaram quase 9.000 mortos no país, e as autoridades calculam que a reconstrução deve custar até 27 bilhões de dólares (140 bilhões de reais).
Líbano e Israel assinaram, em junho, um acordo-quadro supervisionado pelos Estados Unidos, que prevê a retirada progressiva das forças israelenses, desde que o Hezbollah se desarme. Mas sua aplicação está estagnada, e Israel continua lançando seus ataques enquanto o Hezbollah se recusa a se desarmar.