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Principal rival de Netanyahu promete derrotar o Hamas em 18 meses se vencer

Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, afirma que o movimento islamista palestino não estará no comando da Faixa de Gaza após assumir o cargo

O rival político de Netanyahu o acusa regularmente pela "falha estrutural" em Gaza
O rival político de Netanyahu o acusa regularmente pela "falha estrutural" em Gaza Foto : Ilia Yefimovich / AFP / CP

O principal rival de Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas de 27 de outubro, Gadi Eisenkot, prometeu nesta quinta-feira (15) derrotar o movimento islamista palestino Hamas em um prazo de 18 meses, caso se torne o novo primeiro-ministro.

"Hoje faço uma promessa pública: a partir do momento em que assumir o cargo de primeiro-ministro, em até 18 meses o Hamas já não estará no comando na Faixa de Gaza", declarou o líder do partido de centro-direita Yashar, em uma coletiva de imprensa próxima ao território palestino.

O ex-alto comandante militar esclareceu que alcançaria esse objetivo ou colocando em prática o plano de cessar-fogo de Donald Trump, que inclui o desarmamento gradual do Hamas e uma mudança de comando em Gaza, ou por meio de "operações criativas" do Exército israelense, destinadas a destruir a ala armada do movimento palestino.

Essa disputa acirrada será a primeira desde o ataque de 7 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas em Israel, no qual mais de 1.200 pessoas morreram.

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A ofensiva militar de represália de Israel causou a morte de mais de 74.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob o comando do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

O rival político de Netanyahu o acusa regularmente pela "falha estrutural" em Gaza, denuncia que "o Hamas ainda é o soberano", que está "armado, continua se armando e militarmente ativo" três anos após a guerra.

Além disso, acrescentou sua intenção de estabelecer uma comissão de investigação para identificar os responsáveis pela brecha de segurança que tornou possível o ataque de 7 de outubro, ideia que o governo rejeita.