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Reino Unido convoca diplomata de Israel por projeto de assentamento na Cisjordânia

Licitação condenada internacionalmente prevê construir 1.200 casas em região proibida

Colonos irregulares seguem pressionando limites de ocupação
Colonos irregulares seguem pressionando limites de ocupação Foto : George Saif / AFP / CP

O Reino Unido convocou nesta quarta-feira o encarregado de negócios de Israel e exigiu a suspensão imediata de um projeto de assentamento na Cisjordânia. A medida ocorreu após autoridades israelenses abrirem uma licitação para a construção de mais de 1.200 casas na região.

O plano E1, autorizado por Israel no ano passado, prevê aproximadamente 3.400 moradias em uma área entre Jerusalém e o assentamento de Maale Adumim. O projeto é alvo de condenação internacional e, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, representa "uma ameaça existencial" à possibilidade de criação de um Estado palestino territorialmente contíguo.

A iniciativa ampliaria a separação entre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, território ocupado e anexado por Israel, onde a população é predominantemente palestina. O chanceler britânico, Ed Miliband, classificou a medida como "um ato inaceitável e destrutivo" que coloca em risco a viabilidade de uma solução de dois Estados.

Miliband afirmou ter transmitido a mensagem diretamente ao chanceler israelense, Gideon Saar. O governo britânico também anunciou um "amplo conjunto de medidas", incluindo sanções contra indivíduos envolvidos na expansão dos assentamentos, que Londres considera ilegais segundo o direito internacional.

A licitação mais recente contempla cerca de 1.200 unidades residenciais, aproximadamente um terço do total previsto pelo plano E1, segundo a ONG israelense Peace Now. Reino Unido e França estão entre os 21 países que condenaram a aprovação do projeto. Cerca de 3 milhões de palestinos vivem na Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental, além de aproximadamente 500 mil colonos israelenses.