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Rubio se reúne com Noboa para reforçar cooperação EUA-Equador em segurança

Governo equatoriano enfrenta escalada da violência, com gangues ligadas a cartéis internacionais

Rubio se reúne com Noboa para reforçar cooperação EUA-Equador em segurança
Rubio se reúne com Noboa para reforçar cooperação EUA-Equador em segurança Foto : Jacquelyn Martin / POOL / AFP

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, se reuniu com o presidente equatoriano Daniel Noboa nesta quinta-feira (4) em Quito, no Equador. A principal pauta da reunião foi o fortalecimento da cooperação em segurança para conter o avanço da violência de gangues no país. Essa visita de alto nível ocorre em um momento crítico, onde o Equador se tornou um ponto estratégico para o tráfico internacional de drogas.

O Equador enfrenta uma escalada sem precedentes na violência, sendo considerado o país mais perigoso da América Latina, com uma alarmante taxa de 39 assassinatos por 100 mil habitantes. A crise é alimentada por inúmeras gangues ligadas a cartéis internacionais. Segundo dados, cerca de 70% da produção mundial de cocaína transita pelo país, e quase metade desse volume tem como destino os Estados Unidos. A visita de Rubio e os novos acordos com o governo equatoriano buscam enfrentar essa realidade.

A aproximação entre Washington e o Equador tem se intensificado desde que os presidentes Daniel Noboa e Donald Trump assumiram o poder. O Equador já recebe apoio logístico e de inteligência dos Estados Unidos e, recentemente, restabeleceu a extradição de seus cidadãos. A visita de Rubio sinaliza o interesse americano em replicar uma estratégia semelhante à de Nayib Bukele em El Salvador, que conseguiu reduzir a violência, apesar das críticas de grupos de direitos humanos.

Um dos pontos mais importantes discutidos foi a possibilidade de os Estados Unidos estabelecerem bases militares em solo equatoriano novamente. O presidente Noboa planeja uma reforma na Constituição por meio de consulta popular para permitir a presença de bases militares estrangeiras, algo que havia sido encerrado em 2009 pelo governo de Rafael Correa. Essa medida poderia representar um marco na luta contra o tráfico de drogas e as gangues, alterando o cenário de segurança na região.