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Rússia adverte EUA contra envio de armas a Kiev e denuncia ação europeia

Encontro em Manila marca primeira conversa presencial entre os chefes da diplomacia dos EUA e da Rússia desde setembro de 2025

Encontro bilateral ocorreu à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático
Encontro bilateral ocorreu à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático Foto : Brendan Smialowski / POOL / AFP

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu os Estados Unidos contra o envio de armas à Ucrânia durante reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta quinta-feira (23), em Manila. O encontro bilateral ocorreu à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Segundo comunicado divulgado por Moscou, Lavrov classificou o fornecimento militar como "inaceitável" e condenou a "política desestabilizadora" de países europeus que buscam infligir uma "derrota estratégica" à Rússia. Apesar do tom firme, o chanceler russo reiterou a disposição de seu país para uma "solução político-diplomática do conflito".

O Departamento de Estado dos EUA confirmou a conversa de forma breve, informando que os diplomatas debateram as relações bilaterais e a necessidade de encerrar a guerra na Ucrânia. Trata-se do primeiro encontro presencial entre os dois em dez meses, em um momento em que Washington reduz seu foco mediador no Leste Europeu para priorizar a crise no Oriente Médio.

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Cenário no campo de batalha

Paralelamente à cúpula na Ásia, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, informou ter conversado com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner para reativar as negociações de paz relativas ao conflito iniciado em fevereiro de 2022. "Foi uma conversa positiva e importante sobre como revitalizar a diplomacia e nos aproximar da paz", declarou o líder ucraniano no X.

No campo militar, as forças ucranianas conseguiram conter o avanço das tropas russas nos últimos meses e ampliaram os ataques com drones de longo alcance contra a infraestrutura energética da Rússia — estratégia que recebeu o apoio público do presidente americano Donald Trump como meio de pressionar o fim da guerra. Em resposta, Moscou intensificou os disparos de mísseis contra Kiev, explorando o desgaste dos sistemas de defesa aérea da capital ucraniana.