A Rússia criticou a mídia, nesta quarta-feira (7), por mencionar um segundo caso suspeito de peste na Sibéria, e afirmou que a maioria das notícias sobre a situação consiste em "informação falsa".
Os Estados Unidos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Europeia (UE) pediram à Rússia que aja com transparência nesta questão. A peste é uma doença infecciosa causada por bactérias. A variante pulmonar é altamente contagiosa e pode ser fatal se não for tratada rapidamente, segundo a OMS.
Nesta quarta-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também pediu esclarecimentos sobre "as informações veiculadas pela mídia que indicam que um segundo funcionário sofre de pneumonia de origem indeterminada".
O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, pediu que se dê crédito apenas às declarações da agência russa de saúde pública, a Rospotrebnadzor. "A mídia informa muito, e a imensa maioria do que está sendo divulgado sobre essa situação é informação falsa", disse Peskov aos jornalistas.
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Peskov também afirmou que "não tinha informações" sobre uma solicitação formal de Washington para obter esclarecimentos sobre a situação e ressaltou que Moscou já havia informado a OMS a respeito.
O presidente americano, Donald Trump, disse que planeja uma conversa por telefone "muito em breve" com seu homólogo russo, Vladimir Putin, para tratar dessa situação. Ao ser questionado sobre o assunto, porém, Peskov declarou que essa conversa "não foi objeto de discussões concretas por enquanto".
O alerta foi acionado na semana passada, quando veio a público a notícia de que Daria Shipilova, uma funcionária de 28 anos do Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, havia morrido de peste.
O veículo russo People of Baikal, citando fontes anônimas próximas aos serviços de segurança regionais, afirmou na sexta-feira que a mulher poderia ter contraído peste pneumônica por meio de um tubo de ensaio quebrado. Até 200 pessoas com quem ela teve contato estão em quarentena, acrescentou o veículo.