O Kremlin minimizou, nesta segunda-feira (14), as preocupações com os ataques de drones perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia, ao afirmar que pretende atacar "todo o território" ucraniano. A Polônia, membro da Otan, informou no domingo que a Rússia havia atingido um trem dentro da Ucrânia, a dois quilômetros da fronteira comum.
"Se entendo corretamente, estamos falando de território ucraniano", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao ser questionado pela AFP sobre os ataques. "Nossos militares estão cumprindo suas missões em todo o território da Ucrânia (...) E continuarão fazendo isso", acrescentou.
Objetivo é intimidar apoio à Ucrânia
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou nesta segunda-feira que o ataque perto da fronteira com a Polônia tinha como objetivo "intimidar os países ocidentais para que deixem de apoiar a Ucrânia".
A Rússia atacou regiões do oeste da Ucrânia ao longo da guerra, mas bombardeios tão próximos das fronteiras ocidentais do país são pouco frequentes. O oeste da Ucrânia fica a centenas de quilômetros da frente de batalha e das regiões leste e sul que o Kremlin reivindica como suas.
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A Polônia, um dos principais aliados da Ucrânia, qualificou os ataques de domingo como uma "escalada" e convocou uma reunião extraordinária do governo. Ucrânia e Polônia confirmaram os ataques e afirmaram que não causaram vítimas.
Polônia alerta sobre planos russos
Kiev indicou que Moscou chegou perto de atingir um trem diplomático com autoridades ocidentais. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou no domingo que Varsóvia havia recebido informações de que Moscou poderia estar planejando ataques contra passagens fronteiriças.
"Sabíamos que no plano russo existia a intenção de desorganizar, paralisar e até destruir passagens fronteiriças ucranianas, o que também afeta o nosso país", declarou Tusk.