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Sheinbaum e Trump conversaram por telefone após captura de narcotraficante no México

Líderes discutiram a operação militar que culminou na morte de "El Mencho" e a violenta resposta do Cartel Jalisco Nova Geração

O Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) incendiou estabelecimentos comerciais e bloqueou rodovias em 20 dos 32 estados mexicanos em resposta à morte de seu líder
O Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) incendiou estabelecimentos comerciais e bloqueou rodovias em 20 dos 32 estados mexicanos em resposta à morte de seu líder Foto : ULISES RUIZ / AFP

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quarta-feira, 25, que conversou por telefone com seu homólogo americano, Donald Trump, após a morte do poderoso narcotraficante Nemesio Oseguera em uma operação militar no domingo.

A ligação durou oito minutos, explicou a presidente em uma coletiva de imprensa, e ocorreu na segunda-feira, após um dia tumultuado em que o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) incendiou estabelecimentos comerciais e bloqueou rodovias em 20 dos 32 estados mexicanos em resposta à morte de seu líder, conhecido como "El Mencho".

"Foi uma ligação rápida para saber como estavam as coisas no México (...) para me perguntar o que estava acontecendo no México, como estavam as coisas", acrescentou Sheinbaum.

A presidente de esquerda descreveu a Trump "como a operação havia transcorrido" e informou-o de que a mobilização aconteceu com ajuda de inteligência fornecida por Washington.

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Inteligência americana decisiva para a operação

Em seu discurso sobre o Estado da União na noite de terça-feira, o presidente republicano afirmou que os serviços de inteligência dos Estados Unidos desempenharam um papel decisivo na localização de Oseguera pelo Exército mexicano.

Durante a operação militar que resultou na morte de "El Mencho" e nos confrontos subsequentes, pelo menos 27 agentes de segurança, 46 supostos criminosos e uma civil morreram.

O líder do poderoso cartel CJNG era, até então, o narcotraficante mais procurado pelo governo dos Estados Unidos, que havia oferecido uma recompensa de 15 milhões de dólares (77,5 milhões de reais, na cotação atual) por sua captura.