Keir Starmer deixou o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido na manhã desta segunda-feira. Ele fez um breve discurso de despedida na Downing Street. "Meu trabalho está feito", disse ao se preparar para deixar Downing Street pela última vez e formalizar sua renúncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.
O líder, que foi pressionado pelo próprio Partido Trabalhista a deixar o cargo, disse que o país agora está "mais forte e mais justo do que estava há dois anos", quando assumiu o governo.
Starmer anunciou sua demissão em 22 de junho, menos de dois anos após sua vitória eleitoral, depois dos péssimos resultados nas pesquisas e da derrota sofrida pelo Partido Trabalhista nas eleições regionais e municipais de maio.
O número de deputados trabalhistas que pediam sua renúncia vinha aumentando e sua popularidade nas pesquisas havia despencado devido a vários escândalos e à estagnação da economia.
Os trabalhistas haviam colocado fim a 14 anos de governos conservadores em 4 de julho de 2024, mas Starmer foi incapaz de sustentar a legislatura até 2029.
Com Starmer empurrado para a porta de saída, os olhos dos trabalhistas se voltaram para Andy Burnham, conhecido como o "rei do norte".
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Nenhum outro candidato trabalhista se atreveu a fazer-lhe sombra, e ele chegou às eleições internas da semana passada com o apoio de 379 parlamentares do partido, dos 403 que possui na Câmara dos Comuns.
A sucessão de Starmer ocorrerá na manhã desta segunda-feira. Seguindo um ritual, ele fará um breve discurso de despedida em Downing Street, residência e local de trabalho do primeiro-ministro.
Em seguida, Starmer irá ao Palácio de Buckingham para apresentar sua demissão ao rei Charles III. Concluído esse ato protocolar, Burnham se reunirá com o soberano, que lhe encarregará a formação do novo governo.
Depois disso, Burnham chegará por volta das 12h40 GMT (9h40 em Brasília) a Downing Street, para fazer seu primeiro discurso como primeiro-ministro, além de apresentar as grandes linhas da política que pretende aplicar em seus três anos de governo, até 2029.