O surto de ebola declarado em maio de 2026 superou a marca de 1.000 mortes na República Democrática do Congo (RDC) e na vizinha Uganda, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (22). De acordo com relatório da agência fundamentado em dados oficiais dos dois países, foram confirmados 2.473 casos do vírus mortal, resultando em 999 mortes na RDC e 20 casos com dois óbitos em Uganda.
Epicentro do surto e avanço regional
Este 17º surto de ebola na RDC foi oficializado em 15 de maio após mortes em Ituri e permanece concentrado na província do nordeste do país — área rica em minérios e marcada pela atuação de grupos armados. No entanto, infecções pela doença, transmitida por contato próximo e fluidos corporais infectados, também foram identificadas em outras quatro províncias congolesas.
Em Uganda, os casos registrados foram predominantemente de cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. As autoridades ugandenses afirmam estar há três semanas sem registrar novos contágios.
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Avanço veloz e testes com novos medicamentos
Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu que a epidemia registrou no último mês uma velocidade de disseminação superior a qualquer surto anterior. De acordo com Thierno Balde, coordenador da OMS para a gestão da cepa Bundibugyo na RDC, a resposta foi intensificada, mas o surto ainda avança mais rápido que a contenção.
Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados contra a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual. A OMS destacou, contudo, que há "avanços promissores" em curso no terreno, com testes de campo envolvendo dois tratamentos potenciais,