O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26) acreditar que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que assumiu o cargo após o assassinato de seu pai, em fevereiro, continua vivo.
"Não acho que ele esteja morto. Ele ficou gravemente ferido. O lado esquerdo do corpo, o braço, a perna, tudo. Ele ficou gravemente ferido. Mas não acho que esteja morto", disse Trump em entrevista ao radialista conservador Glenn Beck.
Oficialmente, Khamenei continua à frente do país em meio aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. No entanto, sua ausência pública e a ascensão de figuras veteranas da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, alimentaram especulações de que ele esteja morto ou não exerça plenamente o poder.
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Seu pai foi morto em um bombardeio no início da ofensiva americana e israelense. Trump, que já declarou vitória sobre o Irã em várias ocasiões, ainda não conseguiu garantir a reabertura da rota marítima pelo Estreito de Ormuz nem obrigar o país a entregar seus materiais nucleares.
O presidente americano voltou a afirmar que a pressão militar e econômica está funcionando. "Essas coisas estão caminhando para uma grande vitória", afirmou. "Vamos ter uma grande vitória aqui muito em breve."
Trump também insistiu que o Estreito de Ormuz, onde as forças iranianas têm dificultado e bloqueado grande parte do tráfego marítimo, está, na realidade, completamente aberto. "O estreito está aberto. Agora estamos fazendo muitos navios passarem pelo estreito", disse. O Irã considera irrealista um encontro entre Mojtaba Khamenei e Donald Trump.
"Não podemos permitir que o Irã tenha uma arma nuclear. É disso que se trata tudo isso. Isso representa 99,9%. Não podemos permitir porque eles são loucos e vão usá-la", afirmou Trump, antes de acrescentar que já impediu isso "duas vezes".