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Trump afirma que houthis pedem para EUA não intervir no Iêmen

Presidente americano revelou que rebeldes iemenitas entraram em contato com Washington para não combaterem na região

Trump estimou que "tudo vai correr maravilhosamente bem", apesar da intensificação das hostilidades na região
Trump estimou que "tudo vai correr maravilhosamente bem", apesar da intensificação das hostilidades na região Foto : BRENDAN SMIALOWSKI / AFP/CP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (12) que os rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã e que assumiram o controle de uma importante rota marítima que liga a Europa à Ásia, pediram a Washington que não intervenha no conflito iemenita.

"Tivemos discussões. Os houthis nos ligaram e não querem lutar contra nós", declarou Trump a jornalistas durante uma visita à Irlanda. "Eles não querem que vamos atrás deles", acrescentou. Questionado durante sua reunião com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, o presidente americano disse ter conversado com o príncipe herdeiro e governante de fato da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, a quem qualificou como "amigo".

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Rejeição a ataques

Trump estimou que "tudo vai correr maravilhosamente bem", apesar da intensificação das hostilidades na região. Segundo o veículo digital americano Axios, Bin Salman ligou duas vezes para Trump na quinta-feira para pedir que os Estados Unidos atacassem os houthis, mas a ideia foi rejeitada por Washington.

A ofensiva dos houthis fez com que a vizinha Arábia Saudita, principal exportadora mundial de petróleo bruto e aliada das forças governamentais do Iêmen, ficasse encurralada entre duas frentes, já que o Estreito de Ormuz, do outro lado da península, permanece praticamente bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio. Por este motivo, é imperativo para Riade que suas exportações de petróleo possam utilizar o mar Vermelho com segurança.