O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, neste domingo, 5, atacar centrais elétricas e pontes no Irã se o país não reabrir o Estreito de Ormuz. O anúncio veio junto à informação de que o segundo piloto resgatado após seu caça ter sido derrubado no Irã está "gravemente ferido".
A guerra desferiu um duro golpe na economia mundial, com os ataques iranianos de represália contra aliados dos Estados Unidos no Golfo. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos, agravou a situação.
No sábado, Trump deu ao Irã um ultimato de 48 horas para alcançar um acordo que permita desbloquear Ormuz. Caso contrário, o presidente dos Estados Unidos afirmou que desencadearia o "inferno" sobre a República Islâmica.
Trump especificou que, se o Irã não abrir a passagem, "terça-feira será o dia das centrais elétricas e o dia das pontes". Pouco depois, ele declarou à Fox News que há oportunidades para um acordo na segunda-feira, mas reiterou suas ameaças. "Se não fecharem um acordo, e rápido, estou considerando explodir tudo e assumir o controle do petróleo", acrescentou.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã mantém um duro controle sobre o estreito como medida de pressão. Um alto encarregado militar iraniano, o general Ali Abdollahi Aliabadi, qualificou o ultimato como "uma ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida".
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Emirados Árabes participarão de “qualquer iniciativa” dos EUA
Omã afirmou, neste domingo, ter conversado com o Irã sobre a reabertura de Ormuz, informou a agência oficial de notícias do sultanato. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, manteve conversas telefônicas com seus homólogos paquistanês e egípcio na noite de sábado.
Os países em questão estão realizando esforços diplomáticos para encontrar uma saída para o conflito, informou a agência Tasnim. Os Emirados Árabes Unidos declararam-se dispostos a aderir a "qualquer iniciativa" internacional liderada pelos Estados Unidos para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.
A declaração foi feita pelo assessor presidencial Anwar Gargash, neste domingo, 5. Gargash afirmou que a estratégia iraniana "consolidará o papel dos Estados Unidos" na região. Além disso, fará com que "a influência de Israel" seja "mais preponderante".