O presidente Donald Trump assinou nesta terça-feira (31) um decreto que contém regras mais rígidas para o voto pelo correio, a pouco mais de oito meses das eleições legislativas nos Estados Unidos.
Entre outras medidas, o decreto determina que os envelopes que contêm os votos devem ter um código de barras, para auxiliar na contagem e prevenir fraudes.
A retórica de Trump sobre fraude eleitoral
A legitimidade das eleições é um tema recorrente no discurso político de Trump, que não conseguiu provar que a eleição presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden, foi fraudada.
"A fraude com o voto pelo correio é lendária, horrível", afirmou Trump, que chamou os líderes democratas do Congresso de "corruptos". "Querem poder trapacear."
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Questionamentos e oposição
Estudos detectaram um nível muito baixo de fraude nas eleições, que são organizadas pelos estados, sob suas próprias regras. O governo quer exigir que os estados forneçam a lista dos eleitores que solicitaram cédulas para votar pelo correio.
O plano dever ser contestado judicialmente pela oposição democrata e por organizações independentes.
Na semana passada, a Suprema Corte ouviu os argumentos a favor e contra a permissão para que os eleitores enviem seus votos no dia da eleição, o que prolonga a apuração.
A maioria republicana no Congresso, que pode estar em risco nas eleições de novembro, apresentou para debate o Save America Act, um projeto de lei para combater a fraude eleitoral. Apesar de os estudos não detectarem fraudes, a maioria dos eleitores é favorável a regras mais rígidas, segundo pesquisas.