O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu neste sábado, 21 ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura elétrica.
"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste momento exato, os Estados Unidos atacarão e aniquilarão suas numerosas USINAS DE ENERGIA", ameaçou o mandatário em sua rede Truth Social, indicando que atacará primeiro a maior delas.
Contexto e impacto do bloqueio
Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã fechou de fato o estreito em represália. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo atravessa Ormuz em tempos de paz.
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Os países que dependem dessa rota marítima se apressaram em buscar vias alternativas e recorrer às suas reservas. Mas o impacto no abastecimento proveniente do Golfo já provocou um forte aumento nos preços dos combustíveis em todo o mundo, o que ameaça elevar a inflação geral quanto mais a guerra se prolongar.
O Exército americano anunciou neste sábado que danificou um bunker iraniano que abrigava armas que ameaçavam os envios de petróleo e gás no Estreito de Ormuz. A declaração pareceu destinada a acalmar as preocupações dos mercados de energia e dos aliados de Washington.
Mais de 20 países, incluindo Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, França e Japão, disseram estar dispostos a contribuir para garantir uma navegação segura por essa passagem.