Mundo

Trump diz que líder supremo do Irã foi morto

Governo do Irã ainda não confirmou morte

Trump diz que líder do Irã foi morto
Trump diz que líder do Irã foi morto Foto : AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou, por meio de sua rede social, a Truth Social, que o líder supremo iraniano Ali Khamenei foi morto. O governo do Irã, no entanto, ainda não confirmou se ele de fato morreu.

"Khamenei, entre as figuras mais cruéis da história, faleceu. Trata-se de justiça não apenas aos iranianos, mas a todos os americanos e cidadãos de diversas nações que foram vitimados ou feridos por ele e seu bando de criminosos violentos", declarou o republicano.

"Ele foi incapaz de fugir da nossa inteligência e dos nossos avançados mecanismos de monitoramento. Atuando junto a Israel, garantimos que nem ele, nem os demais dirigentes mortos na operação, tivessem escapatória”.

Ao concluir 2025, o Irã foi palco de revoltas civis contra o governo teocrático. No texto, Trump exorta "os iranianos a retomarem sua nação".

"Temos informações de que diversos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outros setores de segurança não desejam mais o confronto e almejam anistia", pontuou o presidente dos EUA.

"Conforme afirmei ontem: 'A imunidade é uma opção agora; futuramente, restará apenas a morte!' Torcemos para que a IRGC e os policiais se aliem pacificamente aos patriotas locais, agindo em conjunto para restaurar a grandeza que o país faz jus”.

Trump demonstrou confiança de que uma “transição” se iniciará em breve. Contudo, confirmou que as ofensivas militares continuarão ao longo da semana.

Ruas de Teerã

Nas ruas de Teerã, as primeiras informações sobre a morte de Khamenei, o líder absoluto do Irã desde 1989, foram recebidas com aplausos e gritos de alegria, segundo disseram testemunhas.

Em um discurso televisionado pouco antes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia antecipado que o ataque destruiu "o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã" e que havia "muitos indícios" de que ele havia morrido.

O Irã respondeu a esses ataques sem precedentes com salvas de mísseis contra Israel, onde morreu uma mulher, e também contra várias monarquias do Golfo, muitas delas com bases militares americanas.

Desde as primeiras horas da ofensiva, o Exército israelense indicou que havia atacado várias reuniões de altos funcionários em Teerã. Entre as áreas atacadas figurava o bairro onde se encontra a residência do líder supremo, onde jornalistas da AFP viram colunas de fumaça, um amplo dispositivo de segurança e ruas bloqueadas.

Veja Também

À tarde, em declarações à emissora americana NBC, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que Khamenei está vivo, "que eu saiba", assim como "todos os oficiais de alto escalão".

No entanto, Netanyahu, em seu discurso vespertino, afirmou que suas forças haviam eliminado "altos responsáveis do regime dos aiatolás, comandantes da Guarda Revolucionária e responsáveis de primeiro plano do programa nuclear".

Segundo o porta-voz militar israelense Effie Defrin, entre os mortos estão o chefe da Guarda Revolucionária, o general Mohamad Pakpour, Ali Shamkhani, assessor de Khamenei, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.

Mudança em regime

Desde as primeiras horas da manhã, Netanyahu e Trump deram a entender que queriam uma mudança de regime e incentivaram os iranianos a se rebelarem.

"É o momento de unir forças, derrubar o regime e garantir seu futuro", disse Netanyahu a eles à noite.

"Quando tivermos terminado, tomem o poder, caberá a vocês fazê-lo", havia dito antes o americano.

À noite, Trump declarou à ABC News que tem "uma ideia muito clara" sobre quem será o próximo líder do Irã. Não deu um nome.

Entre os aspirantes figura Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, deposto em 1979 pela revolução islâmica, que comemorou que o regime teocrático passa agora ao "lixo da história".

*Com informações da AFP