O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que "a Rússia deveria alcançar um acordo" com a Ucrânia, durante a reunião de cúpula do G7 na França, onde seus aliados tentam convencê-lo a apoiar Kiev contra Moscou.
Em Evian, nos Alpes franceses, o republicano teve uma "reunião" com o o chefe de estado ucraniano, Volodimir Zelensky, e que outras conversas estavam previstas ao longo do segundo dia de cúpula.
Os aliados do G7 concordam, durante a sessão de trabalho dedicada à segurança da Europa e da Ucrânia, em "aumentar a pressão sobre a Rússia por meio de sanções sobre o gás e o petróleo", a principal fonte de financiamento da guerra de Moscou, segundo uma fonte diplomática francesa.
O Oriente Médio também tem um lugar de destaque na agenda dos chefes de Estado e de Governo da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, após o acordo anunciado no domingo entre Washington e Teerã. As crises nesta região abalada pela guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã são o foco do almoço de trabalho do G7, para o qual foram convidados os governantes do Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar.
- Com divergências, Macron e Trump prometem trabalhar juntos pela paz na Ucrânia
- Aliados do G7 tentam reduzir distância com Trump em cúpula na França
Trump 47
O presidente ucraniano chega nesta terça-feira a Evian com o objetivo de conseguir uma reunião bilateral com Trump. O último encontro entre os dois líderes ocorre no fim de dezembro, na residência do americano em Mar-a-Lago, na Flórida. Zelensky já conta com o apoio inabalável dos líderes europeus e do Canadá.
O chefe do governo da Alemanha, Friedrich Merz, fala em tom otimista e acredita que a reunião do G7 "poderia começar a abrir lentamente uma janela para a diplomacia".
Para agradar o presidente americano, Merz o presenteia com um uniforme da seleção alemã de futebol com seu sobrenome e o número 47, em referência ao seu mandato como 47º presidente dos Estados Unidos.
"A Rússia deveria alcançar um acordo (com a Ucrânia). A Rússia perdeu uma quantidade enorme de pessoas, e a Ucrânia também", declara Trump horas depois à imprensa, durante uma reunião bilateral com o emir do Catar.
"A única razão pela qual me envolvo nisso é que não gosto de ver a morte de 25 mil jovens a cada mês (...) Reconheçam que tudo isso é ridículo. Então, sim, faço tudo o que puder para acabar com isso", acrescenta.
Após os novos ataques perpetrados na segunda-feira pela Rússia, que deixam ao menos 11 mortos e provocam o incêndio de uma catedral histórica em Kiev, Zelensky pede "mais pressão" sobre Moscou e "mais apoio à defesa aérea da Ucrânia".