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Trump propõe mudar nome do Estreito de Ormuz para “Estreito de Trump”

Declaração ocorre em meio à escalada de ataques iranianos contra bases americanas no Golfo e no Oriente Médio, em resposta a bombardeios dos EUA

Declaração de Trump ocorre no mesmo dia em que o Irã intensificou ataques de retaliação contra bases dos Estados Unidos no Golfo e no Oriente Médio
Declaração de Trump ocorre no mesmo dia em que o Irã intensificou ataques de retaliação contra bases dos Estados Unidos no Golfo e no Oriente Médio Foto : BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira (2) renomear o Estreito de Ormuz para "Estreito de Trump", argumentando na rede Truth Social que a via estratégica está sob controle americano.

A declaração ocorre no mesmo dia em que o Irã intensificou ataques de retaliação contra bases dos Estados Unidos no Golfo e no Oriente Médio, em resposta a novos bombardeios americanos.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou ofensivas contra instalações militares americanas na Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e na região autônoma do Curdistão iraquiano.

Entre as ações relatadas estão o uso de mísseis e drones contra uma base em Erbil — onde afirmou ter atingido um centro de manutenção, armazéns e o sistema de orientação de um aeróstato de vigilância. Outro ataque com mísseis balísticos visou um campo de treinamento de fuzileiros navais no Golfo de Aqaba, na Jordânia.

Tensão no Estreito de Ormuz

O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz segue como instrumento de pressão, mantendo o tráfego comercial em níveis mínimos. Antes do conflito, o canal concentrava 20% do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

A Guarda Revolucionária informou ainda que dois petroleiros pegaram fogo ao colidir com minas fora da rota designada pelas autoridades locais.

A nova onda de violência deixou mortos no Irã. Segundo o Exército e a imprensa estatal, a ofensiva de terça-feira provocou 18 mortes em explosões no sul do País, no Estreito de Ormuz, na ilha de Lavan, em Kerman e na província de Khuzestan.

A Guarda Revolucionária confirmou a morte de quatro membros de sua força aeroespacial em Kermanshah e de três paramilitares em Lavan.

O Crescente Vermelho iraniano relatou que um bombardeio americano em Sirik atingiu um casamento, matando quatro pessoas, entre elas uma criança, e ferindo mais de 50. Imagens divulgadas por canais governamentais mostram estragos no local.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de atuar como "Satã" ao atingir alvos civis e crianças. O porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Tim Hawkins, rebateu a acusação, afirmando que as Forças Armadas americanas não atacam civis.

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Escalada do conflito e cenário diplomático

A retomada das hostilidades ocorreu no domingo, quando Washington realizou ataques contundentes contra alvos iranianos. Trump justificou as ações como resposta a uma tentativa fracassada de minagem do estreito e ao disparo de oito mísseis iranianos contra uma base na Jordânia.

O presidente americano alertou que reagirá com mais força caso o Irã mantenha as respostas militares.

A guerra teve início no fim de fevereiro com uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Isso foi acompanhado do estabelecimento de um bloqueio naval americano aos portos do Irã.

O cessar-fogo firmado em abril ruiu após recorrentes ataques a navios mercantes em Ormuz, incluindo uma ação na segunda-feira que matou dois marinheiros filipinos a bordo de um petroleiro.

Apesar da escalada militar e da paralisia diplomática, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou disposição em responder a iniciativas americanas voltadas ao reestabelecimento de um acordo para encerrar o conflito.