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Trump reitera que não precisa do Congresso para obter aprovação de tarifas

Presidente dos EUA também disse que decisão da Corte contra tafiras lhe deu "muito mais poderes e força"

Trump criticou a Corte e o Congresso
Trump criticou a Corte e o Congresso Foto : Saul Loeb / AFP / CP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou, em publicação na Truth Social, nesta segunda-feira, 23 que, levando em consideração seu cargo, não precisa voltar ao Congresso norte-americano para obter a aprovação das tarifas. Nesta segunda, o republicano ameaçou países a uma alíquota maior e, no fim de semana, anunciou o aumento de tarifas globais. "Elas já foram aprovadas, de diversas formas, há muito tempo! Além disso, foram reafirmadas recentemente pela ridícula e mal elaborada decisão da Suprema Corte!", escreveu Trump.

Novas tarifas

No último sábado, Trump anunciou um novo aumento das tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15%, com efeito imediato, 24 horas após a Suprema Corte declarar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para a imposição de taxas alfandegárias.

Em publicação na Truth Social, o republicano também escreveu que a "suprema corte (vou usar letras minúsculas por um tempo, diante da completa falta de respeito!)" lhe deu "muito mais poderes e força" do que tinha antes da decisão, classificada por ele como "ridícula, estúpida e altamente divisiva no cenário internacional".

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Valores

A decisão judicial de sexta-feira abriu um impasse bilionário sobre o destino dos valores arrecadados até agora. Um estudo da Universidade da Pensilvânia estima que o montante em jogo chegue a 175 bilhões de dólares, cerca de 910 bilhões de reais.

Trump reconheceu a incerteza sobre a obrigatoriedade de reembolsar esses valores, notando que o tribunal não abordou o tema, o que deve arrastar os litígios nos tribunais por anos. O vice-presidente J.D. Vance reforçou a retórica de confronto ao afirmar que a Suprema Corte agiu fora da lei, enquanto o juiz Brett Kavanaugh, voto vencido na Corte, alertou para a iminência de uma desordem jurídica processual.