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Trump sugere saída dos EUA da Otan e renova críticas à organização

Presidente americano afirmou ainda que Vladimir Putin sabe do seu pensamento sobre o assunto

Trump sugere saída dos EUA da Otan e renova críticas à organização
Trump sugere saída dos EUA da Otan e renova críticas à organização Foto : Ken Cedeno / AFP

Frustrado com a falta de auxílio para abrir o Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa terça-feira que estaria disposto a retirar o país como membro da Otan. A declaração foi dada ao jornal britânico Telegraph.

"Ah sim, eu diria que estou além de reconsiderar (posição dos EUA na Otan). Eu nunca fui seduzido pela Otan. Eu sempre soube que eram um ‘tigre de papel’ e Putin sabe disso”, disse em manifestação publicada na rede de notícias norte-americana CNN.

Nas últimas semanas, os países europeus que integram a Otan têm relutado em enviar recursos militares para o Estreito de Ormuz, que está fechado desde o início da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos. A região é controlada pela Guarda Revolucionária iraniana, que só autoriza a passagem de petroleiros que não têm relação com seus inimigos no conflito.

Trump, inclusive, deve se pronunciar nesta quarta-feira à noite para falar sobre o andamento da guerra. O chefe de Estado americano já disse em diversas entrevistas que o conflito poderá ser encerrado dentro de duas a três semanas. Já o Irã diz estar preparado para pelo menos um mês de enfrentamentos.

Nessa terça, Trump chegou a mencionar o Reino Unido ao criticar países que não fizeram nada pela abertura do Estreito de Ormuz. "Todos aqueles países que não conseguem combustível para jatos por causa do Estreito do Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver no combate ao Irã, eu tenho uma sugestão para vocês: número 1, compre dos Estados Unidos, nós temos bastante e número 2, crie alguma coragem tardia, vá ao estreito e tome-o”, escreveu na Truth Social.

O Estreito

O Estreito de Ormuz, uma rota de navegação crucial por onde costumava passar um quinto dos hidrocarbonetos mundiais, encontra-se praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio.

O conflito estourou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irã, que, em represália, ataca interesses americanos na região e restringe o acesso ao estreito.

O canal costuma registrar cerca de 120 travessias diárias, segundo o portal de inteligência da indústria naval Lloyd"s List.

Os analistas de commodities do banco JPMorgan afirmaram em um relatório que a maior parte do petróleo que passa pelo estreito se dirige à Ásia, principalmente à China.

Segundo os analistas do JPMorgan, 98% do tráfego de petróleo através do estreito é iraniano, com uma média de 1,3 milhão de barris diários "no início de março".

Um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo passa pelo estreito em tempos normais.