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Trump suspende restrições ao transporte marítimo de petróleo durante guerra no Oriente Médio

Governo americano busca conter a alta da gasolina provocada pelo conflito

Trump enfrenta um ano crucial, com as eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro
Trump enfrenta um ano crucial, com as eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro Foto : Win Mcnamee / Getty Images North America / AFP / CP

O governo do presidente americano, Donald Trump, busca conter a alta da gasolina provocada pela guerra no Oriente Médio e adotou várias medidas paliativas, incluindo a flexibilização de sanções à Venezuela.

Desde os primeiros ataques ao Irã lançados pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, os preços do petróleo bruto dispararam quase 50%. Nos postos de combustíveis dos Estados Unidos, um galão (3,78 litros) custa agora 3,84 dólares (R$ 19,82), contra 2,98 dólares (R$ 15,38) no fim de fevereiro, segundo dados de referência da associação automobilística americana AAA.

A retaliação de Teerã aos ataques paralisou praticamente o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz e afetou as cadeias de abastecimento de energia. Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo passa por essa rota marítima estratégica.

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Trump enfrenta um ano crucial, com as eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro. Nesse contexto, o presidente anunciou nesta quarta-feira (18) a decisão de conceder uma isenção de 60 dias à Lei Jones, que data de um século, suspendendo temporariamente a proibição de que embarcações com bandeira estrangeira transportem carga entre portos americanos.

A medida visa mitigar as "disrupções de curto prazo no mercado de petróleo" decorrentes do conflito, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em comunicado. "Essa ação permitirá que recursos vitais como petróleo, gás natural, fertilizantes e carvão circulem livremente pelos portos americanos durante sessenta dias", explicou.

A lei de 1920 tinha como objetivo promover a construção naval americana, mas críticos afirmam que ela dificulta o livre comércio e eleva os custos para os consumidores.

Separadamente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também emitiu nesta quarta-feira uma licença para autorizar determinadas transações entre entidades americanas estabelecidas e a petroleira estatal venezuelana PDVSA. "Essa licença beneficiará tanto os Estados Unidos quanto a Venezuela, ao mesmo tempo em que apoiará o mercado energético global ao aumentar a oferta de petróleo disponível", disse um porta-voz do Tesouro.