O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta terça-feira e disse que o país tem uma última chance de assinar o acordo para o fim da guerra. Caso contrário, o chefe de Estado norte-americano cogitou ataques mais contundentes.
No momento, as negociações entre os dois países estão paralisadas. Apesar das declarações do governo norte-americano, o Irã nega que está discutindo um acordo para o fim da guerra. A administração iraniana abriu tratativas com Omã para a administração das passagens no Estreito de Ormuz.
Em sua manifestação Donald Trump disse que este não é o momento para restrições no que diz respeito às negociações.
Os Estados Unidos esperam chegar a um acordo em breve para reabrir o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica no centro das tensões entre Washington e Irã.
O Catar, mediador juntamente com Paquistão e Omã, declarou que os esforços para encontrar uma "solução de curto prazo que permita a retomada do diálogo" estão "em andamento", segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari.
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Esta não é a primeira vez que Donald Trump ameaça o Irã. Em março deste ano, o presidente americano firmou que iria atingir e “obliterar” o sistema nuclear iraniano. Dois dias depois dessa declaração, Trump relatou que teve conversações produtivas com dirigentes iranianos e cancelou o ataque.
Em 7 de abril, Trump fez uma manifestação mais agressiva, afirmando que a civilização iraniana morreria em uma noite se o Irão não concordasse em abrir o Estreito de Ormuz. Em seguida, os dois países concordaram com um cessar-fogo de duas semanas.
Outras duas ameaças, feitas em 17 de maio e 11 de junho, também movimentaram o noticiário mundial. A mais recente foi em 1º de agosto, em que Trump disse estar carregado e pronto para atacar o território iraniano.