A União Europeia adotou, nesta segunda-feira (12), novas sanções contra quase 1.600 pessoas e entidades ligadas à guerra da Rússia contra a Ucrânia, anunciou a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
Essas novas sanções ocorrem no contexto do anúncio dos EUA sobre um acordo para a importação de diesel russo, uma suspensão de fato das sanções americanas que causou surpresa e incompreensão entre os países europeus.
"Trata-se da maior ampliação da nossa lista de sanções desde o início da guerra", declarou Kallas na rede social X. "A Europa volta a mostrar uma frente unida", acrescentou. As penalidades incluem o congelamento de ativos e a proibição de entrada em território europeu para 743 indivíduos e 826 organismos ligados ao complexo militar-industrial russo, segundo diplomatas de Bruxelas que aprovaram as medidas na última quarta-feira.
"Mais da metade está relacionada à cadeia de produção de mísseis balísticos. Estamos tornando a produção, por parte da Rússia, das armas que ela utiliza para matar ucranianos muito mais difícil, lenta e custosa", afirmou Kallas à margem de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE, que aprovou definitivamente o decreto nesta segunda-feira.
Aproximadamente 4.600 indivíduos e entidades russos estão sujeitos a proibições de visto e congelamento de ativos devido à guerra.