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Xi Jinping vai apresentar em conferência visão da China sobre IA

Gigante asiático tenta ganhar espaço no universo dominado pelos EUA até aqui

Modelos chineses de IA vêm ganhando espaço diante das soluções mais avançadas do Ocidente
Modelos chineses de IA vêm ganhando espaço diante das soluções mais avançadas do Ocidente Foto : Maxim Shemetov / POOL / AFP

O presidente chinês Xi Jinping apresentará nesta sexta-feira (17) a visão da China sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial (IA), durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai. O evento destacará os avanços tecnológicos do país e reforçará a intenção de Pequim de competir diretamente com os Estados Unidos no setor.

Os modelos chineses de IA vêm ganhando espaço diante das soluções mais avançadas do Ocidente, atraindo usuários em todo o mundo graças ao menor custo. Ao mesmo tempo, a regulamentação da tecnologia tornou-se um tema central, diante das preocupações com o uso da IA em aplicações militares, ataques cibernéticos e outras atividades maliciosas.

A participação de Xi no evento pela primeira vez ressalta a importância estratégica que a China atribui à inteligência artificial. "Os Estados Unidos têm uma vantagem clara em chips avançados, infraestrutura de computação e no desenvolvimento de modelos que exigem investimentos maiores de capital", afirmou Poe Zhao, fundador da publicação de análise Hello China Tech. "A China é seu concorrente mais próximo e completo."

Durante os quatro dias da conferência, mais de mil empresas de tecnologia chinesas participarão do evento ao lado de autoridades, pesquisadores e representantes da indústria. Cerca de 3 mil produtos serão apresentados, incluindo sistemas de semicondutores voltados para IA e um smartphone capaz de executar aplicativos de forma autônoma sob demanda.

A expectativa é que o discurso de Xi aborde a forma como o mundo deve lidar com os impactos da inteligência artificial sobre a segurança cibernética, os conflitos militares, o mercado de trabalho e a economia global. Também são esperadas as presenças do secretário-geral da ONU, António Guterres; do primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet; e do primeiro-ministro interino da Tailândia, Anutin Charnvirakul.