Polícia

Conselho Tutelar já havia feito intervenção na família de menina de 4 anos morta em Porto Alegre

Após registros de negligência, guarda da criança era compartilhada entre mãe e tia; Polícia Civil investiga morte de menina levada sem vida à UPA Bom Jesus com sinais de violência

Criança chegou já morta na UPA Bom Jesus, com diversos sinais de violência pelo corpo
Criança chegou já morta na UPA Bom Jesus, com diversos sinais de violência pelo corpo Foto : TV Record / Reprodução / CP

A família da menina de 4 anos que morreu com sinais de violência na zona Norte de Porto Alegre havia rebecido intervenção do Conselho Tutelar e do Judiciário. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, após a criança ser levada já sem vida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Bom Jesus, na madrugada desta segunda-feira. O nome da vítima não é divulgado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo os Conselhos Tutelares, o acompanhamento da família começou após registros de suposta negligência atribuída à mãe da criança. Diante deste contexto, em 2025, foi firmado um acordo no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), que estabeleceu a guarda compartilhada da menina entre a mãe e uma tia materna.

Esta parente que teria a guarda parcial da criança seria a mulher que levou a criança à UPA durante a madrugada desta segunda-feira, acompanhada do companheiro, que fugiu ao perceber a chegada da Brigada Militar no local. A mulher permaneceu na unidade de saúde e foi encaminhada para prestar depoimento.

O caso

A menina foi levada à UPA Bom Jesus, na zona Norte, por volta da meia-noite, já sem vida. Segundo a equipe médica, ela apresentava diversos sinais de violência pelo corpo, incluindo lesões que levantaram suspeita de abuso sexual. A suspeita e a causa da morte devem ser esclarecidas a partir dos resultados dos exames periciais.

O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), vinculada ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). A equipe realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar eventuais responsáveis.

Detalhes sobre as medidas adotadas e o andamento da investigação não foram divulgados pelas autoridades para não prejudicar o trabalho policial.