Após dois dias de julgamento, foi encerrado, na tarde da quarta-feira, o júri de Adriana Guinthner, acusada pela morte do escrivão judicial Paulo César Ruschel, ocorrida em 2006. O Conselho de Sentença, composto por sete mulheres, reconheceu a prática de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
A pena foi fixada em 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado. A sessão foi presidida pela juíza de Direito Bruna Casagrande Siebeneichler, titular da 1ª Vara Criminal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em outubro de 2006, em Novo Hamburgo. A vítima, então com 48 anos, foi morta enquanto dormia em casa. O homicídio teria sido planejado pela própria esposa, motivado por interesses financeiros. Conforme o MP, o escrivão judicial foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax.
Cabe recurso da sentença.