O ex-marido da professora Gloria Werkhausen, de 43 anos, foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira, suspeito de matar a educadora encontrada sem vida durante um incêndio na própria residência, em Constantina, no Norte do Estado. Com o avanço da investigação, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio.
No decorrer da investigação, a Polícia Civil confirmou que a vítima apresentava sinais de violência incompatíveis com uma morte provocada pelo incêndio. Conforme apurado, Gloria tinha marcas de esganadura, o que levou o caso a ser tratado como homicídio.
Segundo o delegado Cristiano de Bone, responsável pela investigação, a prisão do ex-marido foi solicitada após a reunião de elementos que apontam para a autoria do crime. "Ontem, no final da tarde, fiz uma representação pela prisão temporária e por mandado de busca na casa do ex-marido da vítima. Todos os indícios apontam que, de fato, foi um feminicídio e ele é o autor do crime", afirmou.
Conforme o delegado, os mandados judiciais foram expedidos na manhã desta quinta-feira. Antes do cumprimento, os policiais receberam a informação de que o suspeito havia sido internado na noite anterior após sofrer uma crise nervosa. "Deslocamos ao hospital, demos voz de prisão e, a partir disso, fomos até a residência dele, onde realizamos buscas atrás de mais elementos para a investigação", explicou.
A Brigada Militar acompanha o homem, que é mantido sob custódia. Ele permanecerá preso temporariamente por 30 dias. "As investigações vão seguir para que o inquérito seja remetido o mais breve possível", acrescentou o delegado.
A morte da educadora causou forte comoção em Constantina. Servidora efetiva da rede municipal de ensino, Gloria teve a trajetória homenageada pela prefeitura, que suspendeu as aulas da rede municipal no dia seguinte ao crime em sinal de luto.
Com a confirmação da linha investigativa de feminicídio, este passa a ser o 44º caso registrado no Rio Grande do Sul em 2026 e o segundo ocorrido no mês de julho.